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Hoje, a rotatividade de funcionários é um dos maiores desafios do RH, principalmente em áreas com alta demanda operacional e ritmo intenso de trabalho. No Brasil, o problema é ainda maior: nossos índices de turnover são um dos mais altos do mundo, chegando a ser o dobro da média global em alguns setores.
Os impactos desse cenário são visíveis tanto para a organização quanto para o trabalhador. De um lado, há queda de performance, sobrecarga operacional e aumento de custos. Do outro, profissionais enfrentam insegurança, interrupções no desenvolvimento e perda de perspectivas de carreira.
Neste conteúdo, você vai explorar os principais fatores que explicam o turnover no Brasil, as áreas mais afetadas e as estratégias mais eficazes para reduzir a rotatividade de forma sustentável.
De forma direta, a rotatividade de funcionários (ou turnover) é o indicador que mede o fluxo de entradas e saídas de profissionais em uma empresa dentro de um período específico.
Quando esse índice está alto, ele sinaliza que algo no trabalho ou na gestão de pessoas não vai bem, gerando um ciclo de demissões e contratações que prejudica o clima e a produtividade do negócio.
Podemos classificar em dois tipos principais:
| Tipo de turnover | O que significa | Impactos mais comuns |
| Voluntário | O profissional decide pedir demissão | Perda de talentos estratégicos, aumento de custos de reposição |
| Involuntário | A empresa opta pelo desligamento | Necessidade de ajustes na seleção ou na gestão de desempenho |
Entender essa diferença é fundamental para definir estratégias eficazes de redução da rotatividade.
A perda de equipe impacta a produtividade, pois enquanto uma nova pessoa é treinada, a carga de trabalho dos que ficam aumenta, gerando sobrecarga. Além disso, estima-se que substituir um colaborador custe entre 1,5 a 2 vezes o seu salário anual, considerando gastos com rescisão, anúncios de vagas e tempo de onboarding.
O Brasil vive um cenário atípico em comparação ao resto do mundo. Dados da Robert Half mostram que, entre 2010 e 2014, o índice de turnover no país cresceu 82%, enquanto a média global avançou pouco mais da metade disso, ficando em 38%.
Esse movimento continuou se intensificando e ganhou novos contornos depois da pandemia. Em 2023, registramos cerca de 7 milhões de pedidos de demissão, um recorde histórico no país. Esse fenômeno revela uma mudança no comportamento dos profissionais, muitas vezes associada a conceitos como a “Grande Renúncia” ou o quiet quitting — sinais de que expectativas, prioridades e relações com o trabalho estão sendo redefinidas.
Atualmente, a realidade do mercado brasileiro ainda é um alerta. A 3ª edição da pesquisa Engaja S/A, conduzida pela Flash em parceria com a FGV-EAESP, aponta que 61% dos trabalhadores se consideram desengajados em suas funções. Não por acaso, 6 em cada 10 brasileiros afirmam pensar em pedir demissão com certa frequência.
E é aqui que surge uma pergunta central para o RH: o que leva tantos profissionais a tomar a decisão de sair, ou começar a considerar essa possibilidade com mais frequência?
Entender os fatores que influenciam esse movimento é fundamental para qualquer estratégia de atração, retenção e gestão de pessoas. Nos próximos tópicos, você vai conhecer os principais elementos que ajudam a explicar esse comportamento no mercado de trabalho.
As causas da rotatividade de equipe são multifatoriais e variam conforme o modelo de desligamento. Para combater esse problema de frente, o RH precisa identificar primeiro se a dor é cultural, financeira ou de gestão.
A seguir, confira os fatores que mais contribuem para esse movimento e como eles se manifestam na prática dentro das empresas:
Em algumas áreas, a pressão por resultados, o volume operacional e a dinâmica do mercado tornam esse movimento ainda mais intenso. Por isso, o próximo passo é identificar onde a rotatividade tende a se concentrar e quais funções costumam ser mais impactadas no dia a dia das empresas.
Embora o turnover afete toda a economia, algumas áreas são historicamente mais críticas. Segundo dados do CAGED, setores operacionais e de alta demanda tecnológica lideram as estatísticas de perda de equipe.
Confira, a seguir, quais são as áreas mais críticas e por que elas enfrentam desafios maiores para manter seus profissionais:
Ambos os setores compartilham o desafio de atrair profissionais jovens, muitas vezes em sua primeira experiência. O turnover é alto devido à rotina exaustiva, margens baixas para benefícios agressivos e a percepção do trabalho como algo temporário.
Diferente do varejo, aqui o problema é a escassez de talentos. Com o mercado global contratando em dólar ou euro, o turnover em TI chega a 15% ao ano. A rotatividade de colaboradores nesta área é impulsionada por propostas financeiras imbatíveis e a busca por projetos mais inovadores.
Nesses setores, a rotatividade está ligada à natureza sazonal do trabalho. Projetos temporários e períodos de safra/entressafra geram um fluxo constante de entradas e saídas, dificultando a retenção de mão de obra qualificada para o longo prazo.
O turnover em vendas é quase sempre atrelado à performance e pressão por metas. Profissionais de alta performance são constantemente “assediados” pela concorrência, enquanto os que não performam acabam sendo desligados rapidamente.
Para combater a rotatividade de colaboradores, o RH deve atuar em diferentes frentes, desde a porta de entrada até o dia a dia da operação. Confira as estratégias mais eficazes:
A redução da rotatividade começa antes mesmo da contratação. Invista em testes comportamentais e simulações práticas, principalmente para cargos operacionais e funções de tecnologia, onde o fit com o ritmo e o modelo de trabalho é decisivo para a permanência.
Dica: utilize softwares de recrutamento que aumentem a assertividade das contratações por meio do uso de tecnologia, dados e automação, tornando o processo mais estratégico, padronizado e menos suscetível a vieses.

Em áreas de alta demanda, a experiência dos primeiros dias pode definir se o profissional permanece ou não. Processos de integração claros, objetivos e acompanhados pela liderança direta ajudam a reduzir inseguranças e acelerar a adaptação.
Dica: aqui, vale até mesmo considerar técnicas de microlearning.
Grande parte dos pedidos de desligamento está relacionada à relação com o gestor imediato. Capacitar supervisores e coordenadores, especialmente em operações, atendimento e TI, é fundamental para criar ambientes mais produtivos e saudáveis.
Pesquisas de clima periódicas ajudam a identificar pontos de tensão antes que eles se transformem em perda de talentos. Quando o RH atua sobre essas percepções, aumenta a sensação de pertencimento e o engajamento das equipes.
A percepção de crescimento é um fator decisivo para retenção, principalmente em áreas técnicas e tecnológicas. Trilhas de aprendizagem, certificações e programas de capacitação mostram que a empresa está comprometida com a evolução profissional do colaborador.
Em operações e funções repetitivas, a falta de perspectiva é um dos principais motivadores de saída. Estruturar caminhos de progressão e oportunidades de movimentação interna reduz a sensação de estagnação.
Feedbacks contínuos ajudam a alinhar expectativas e corrigir problemas rapidamente. Em ambientes dinâmicos, essa prática evita o acúmulo de insatisfação e melhora a relação entre equipes e liderança.
Sempre que possível, ofereça modelos híbridos ou jornadas mais adaptáveis. Em funções operacionais, revisar escalas, pausas e condições de trabalho pode ter impacto direto na permanência dos profissionais.
People Analytics e indicadores de engajamento permitem identificar padrões de comportamento e agir antes que o desligamento aconteça, algo essencial em áreas com alta rotatividade histórica.
Para facilitar sua gestão, aqui está um resumo das ações imediatas:
A rotatividade de funcionários não é um destino inevitável, mas um sintoma que pode ser tratado com gestão baseada em dados e humanização.

A tecnologia tem assumido um papel cada vez mais relevante na construção de processos seletivos mais estratégicos e eficientes. Nesse contexto, o uso de um ATS permite que o RH tome decisões com base em dados, padronize etapas da seleção e reduza fatores subjetivos que podem comprometer a qualidade das contratações.
Na prática, isso significa aumentar a assertividade desde a triagem inicial até a escolha final do candidato, o que contribui diretamente para a permanência dos profissionais no médio e longo prazo.
Uma das soluções que vêm ganhando destaque nesse cenário é o Pandapé Genoma. A ferramenta utiliza a neurociência como base para identificar os candidatos mais aderentes ao perfil da função por meio de jogos e testes gamificados, tornando a avaliação mais preditiva e alinhada às demandas reais do cargo.
Para as empresas, o uso do Genoma representa, em média:
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