Veja as principais tendências para o RH em 2026
Descubra o futuro do RH: Com a IA, o recrutamento, a retenção e o engajamento de talentos já entraram em uma nova era.
Ver agora
A campanha do janeiro branco é uma iniciativa que coloca em pauta um dos temas mais importantes, mas muitas vezes negligenciado: a saúde mental. Mas como as empresas podem se engajar nessa causa e transformar o mês em um ponto de partida para um ambiente corporativo mais saudável durante todo o ano?
É exatamente essa e outras perguntas que responderemos neste artigo! Nele, você entenderá como surgiu a campanha do janeiro branco e aprenderá ideias valiosas para promover o bem-estar mental nas organizações, indo muito além do óbvio. Boa leitura!
O janeiro branco é uma campanha social brasileira criada em 2014 pelo psicólogo Leonardo Abrahão. Inspirado pelo simbolismo do início do ano — uma época em que muitas pessoas revisam suas vidas e traçam novas metas —, o movimento busca chamar a atenção para a importância de cuidar da saúde mental e emocional.
O nome “janeiro branco” reflete a ideia de uma página em branco: o primeiro mês do ano é visto como um momento de recomeço, planejamento e renovação. Assim como planejamos metas financeiras ou profissionais, o janeiro branco nos convida a priorizar o bem-estar emocional.
A ideia do Janeiro Branco foi inspirada por campanhas como Outubro Rosa e Novembro Azul, mas seu foco é amplo: bem-estar mental e emocional. Leonardo Abrahão percebeu que emoções e sofrimento psíquico não eram discutidos de forma consistente no Brasil, inclusive em empresas.
O mês de janeiro foi escolhido por coincidir com momentos de planejamento e metas. Desde sua criação, escolas, hospitais e empresas adotaram a campanha para estruturar iniciativas de prevenção e promoção da saúde mental.
A saúde mental impacta decisões práticas do RH. Segundo dados do Infojobs (2024):
Fatores como lideranças tóxicas (66%), cobranças excessivas (41%) e falta de reconhecimento (40%) estão diretamente associados a esses números. Isso reforça que a saúde mental deve ser tratada como critério operacional para tomada de decisão sobre clima, engajamento e retenção.
Para o RH, a saúde mental não é apenas um tema social. Os dados apontam para consequências práticas no ambiente de trabalho:
Ao usar o Janeiro Branco como ponto de partida, o RH pode antecipar diagnósticos, priorizar ajustes estruturais e converter insights em ações mensuráveis e alinhadas com os objetivos do negócio.
A adesão só tem valor quando resulta em ações baseadas em evidências internas e externas. As empresas podem começar por:
Antes de qualquer iniciativa, colete dados que permitam entender os principais desafios emocionais no ambiente de trabalho:
Esse mapeamento ajuda o RH a priorizar iniciativas com base em evidências práticas.
Um dos passos mais poderosos para promover o bem-estar mental é garantir que os colaboradores se sintam verdadeiramente ouvidos. Considere:
Aqui, o papel do RH vai muito além de ouvir. Ele também pode e deve criar ciclos que transformem todos os relatos em decisões estratégicas para a empresa.
Muitas vezes, os colaboradores não possuem as ferramentas necessárias para lidar com o estresse ou regular suas emoções.
Atenção: o objetivo não é substituir suporte clínico, mas ampliar a capacidade de resposta da equipe.
Para que o cuidado com a saúde mental não se limite ao mês de janeiro, crie programas consistentes, como:
Segurança psicológica depende de regras explícitas. Isso pode ser feito por meio de:
Exemplo prático: quando um colaborador relata sobrecarga, a ação é registrada, acompanhada e revisada com gestor e RH em até 48h.
O janeiro branco é apenas o começo. Para realmente transformar o ambiente corporativo, é necessário incorporar o cuidado com a saúde mental como um pilar estratégico da empresa. Isso inclui:
Quando as empresas adotam uma abordagem proativa e consistente, não apenas garantem um ambiente mais saudável, mas também colhem os benefícios de equipes mais engajadas e produtivas.
O janeiro branco é um convite para repensarmos o que realmente importa: como cuidamos da saúde mental no trabalho. Não se trata apenas de programas ou ações pontuais, mas de criar um ambiente onde o bem-estar seja parte da cultura.
Ao investir em práticas reais – como uma escuta genuína e lideranças mais humanas – sua empresa pode ser mais do que apenas produtiva: pode ser um lugar que acolhe, respeita e transforma. O momento de agir é agora!

Aviso: as informações disponibilizadas neste site não têm caráter de orientação jurídica por parte da DGNET Ltd (Pandapé). Este conteúdo não deve ser interpretado como conselho ou recomendação legal. Para obter orientação jurídica adequada sobre os temas aqui tratados, recomenda-se consultar um advogado especializado.