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Passadas as festas de fim de ano, janeiro e fevereiro marcam aquele momento decisivo na vida de qualquer RH: revisar os aprendizados do ciclo anterior, desenhar o planejamento do ano e definir metas.
E é justamente aí que muita gente escorrega, confiando só no achismo e na intuição. Mas, se a ideia é tomar decisões mais inteligentes e começar o ano com mais segurança, vale olhar para os KPIs de RH certos.
Neste artigo, reunimos os indicadores que você não pode deixar de acompanhar neste início de ano. Boa leitura!
Na prática, KPIs de RH funcionam como sinais. Eles não respondem tudo, mas ajudam a apontar caminhos. E num período em que líderes estão reorganizando prioridades, revisando orçamento e tentando alinhar discurso e ação, até dados simples já tiram o RH do campo das suposições.
O erro mais comum é querer medir tudo ao mesmo tempo. Aí os números se acumulam, os relatórios crescem… e as decisões continuam travadas. No fim, acompanhar poucos indicadores — bem escolhidos e alinhados ao momento da empresa — costuma gerar conversas mais produtivas e ações muito mais claras.

Todo KPI tem seu valor. Mas, no início do ano, alguns fazem ainda mais diferença porque ajudam a entender o cenário real: o que está funcionando, onde estão os gargalos e o que pode virar problema se ninguém olhar agora.
A seguir, reunimos os principais indicadores para acompanhar nessa fase e tomar decisões mais certeiras:
Logo no começo do ano, observar o absenteísmo ajuda a entender como foi o “retorno à realidade” das equipes. E aqui vale um ponto importante: presença não é só estar disponível. Ela diz muito sobre disposição, saúde e até sobre o quanto o trabalho está fazendo sentido para quem executa.
Alguns padrões chamam atenção rapidamente. Um time que volta das férias com mais faltas do que os outros. Dias específicos que sempre encontram ausências. Quando o RH olha pra isso com calma, surgem boas perguntas para levar aos gestores antes que o problema cresça.
Rotatividade é aquele KPI que todo mundo cita na reunião… mas nem sempre dá pra entender o que está por trás. No início do ano, olhar para as saídas com mais atenção ajuda a responder perguntas importantes: foi um movimento “natural” do mercado? Teve perda de gente-chave? foi aquele pico clássico pós-bônus?
Esse indicador ganha força quando vira conversa de verdade. Um time que perde pessoas com frequência pode estar sinalizando falta de perspectiva, desgaste de liderança ou promessas que não se sustentaram na prática. O dado não resolve sozinho — mas abre espaço para um diagnóstico mais honesto.
💡 Leia também: O que é rotatividade de pessoal, impactos e como reduzir
Começar o ano entendendo como as pessoas estão se sentindo traz uma vantagem enorme para o negócio. E isso dá pra perceber de várias formas: uma pesquisa interna, uma escuta rápida ou até sinais simples do dia a dia.
O ponto é que, quando um grupo aparece com engajamento mais baixo logo no início do ano, o RH ganha tempo para agir antes que vire um problema maior. Muitas vezes, uma conversa com a liderança, um ajuste na comunicação ou até um alinhamento de expectativas já melhora (e muito) a motivação do time.
E não é só percepção: pesquisas da Gallup mostram que equipes com alto engajamento tendem a ser mais produtivas e rentáveis, com até 21% a 22% mais lucratividade.
O tempo de contratação é um daqueles KPIs que costumam ficar esquecidos… até virar um problema. E no começo do ano ele merece atenção, porque é justamente quando muitas vagas são abertas (ou reaparecem).
Quando o processo se arrasta, os projetos atrasam e a sobrecarga cai em quem já está no time. Por isso, olhar esse indicador cedo ajuda a encontrar gargalos antes que eles virem rotina.
Às vezes o problema está no perfil mal definido. Em outras, em aprovações internas demoradas ou etapas longas demais. Ajustar agora evita desgaste o ano inteiro.
Planos de desenvolvimento geralmente ganham força no início do ciclo. Por isso, acompanhar a adesão a treinamentos ajuda a entender onde existe interesse real em aprender e onde o formato ou o tema não estão conectados.
Não precisa ser sofisticado. Saber quem participou, quem concluiu e que tipo de feedback aparece já traz bons insights. Esses dados orientam escolhas futuras e evitam investir energia em ações que não geram impacto.
O clima organizacional raramente se resume a um número. Mas pequenas medições feitas com frequência ajudam a captar o sentimento geral depois de férias, mudanças de projeto ou reorganizações internas.
Se algumas áreas começam o ano mais tensas, esse é um sinal claro de onde o RH pode estar mais perto. Comunicação, suporte às lideranças e espaço de escuta fazem ainda mais diferença nessa fase.
No fim, um ambiente saudável sustenta todos os outros indicadores, até os mais “operacionais”.
Quando o RH começa o ano apoiado em alguns KPIs bem escolhidos, as decisões ganham mais consistência. As conversas com lideranças ficam mais objetivas e as ações passam a responder a situações reais, não a percepções isoladas.
Lembre-se: medir não é o objetivo final. O valor está em escolher o que observar, interpretar com cuidado e agir com intenção. Assim, o ano começa menos no improviso e mais conectado ao que as pessoas realmente estão vivendo dentro da empresa.

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